terça-feira, maio 02, 2006

Mais uma excelente porrada na cara dada pelo Filipe

(direto do www.stormbringer.tk)

Excelente!

Artigo de Sandra Eks, enviado por Vânia Cintra


Que tal essa? Após assistirem o tal do "Falcão" no Fantástico as
nossas autoridades, totalmente chocadas com a até então desconhecida
realidade das crianças sem futuro desse Brasil, declaram que algo precisa
ser feito.

Juízes, sociólogos, paleontólogos, tarólogos, escafandristas,
taxidermistas, barbeiros, pedicuros, políticos, donas-de-casa, donas de
bordel, donas do seu nariz, todo mundo de repente acordou pra triste
realidade das crianças sem futuro desse país. Mais precisamente pros filhos
do tráfico dos morros cariocas.

Mas esse país é uma piada. O que não dá na Globo não existe.
Você aí, ô leitor(a), sabia da coisa horrorosa que são as criancinhas
bandidas do Rio? Sabia que eles se drogam, portam armas, roubam, matam e até
brincam de bandido? Ah, não sabia? Viu? Ainda bem que existe o Fantástico.

Bacana é que, além de ficar ciente do que acontece com os
meninos do Rio, com os garotinhos do Anthony (adversário de Lula pelo PMDB)
o ministro Bastos aproveita pra nos lembrar de que esse problema não é do
governo Lula, muito menos do governo Anthony Rosinha, mas de nós, ou como
eles adoram dizer: da "sociedade como um todo".

Do fundo do meu cinismo pétreo tenho 2 considerações sobre o
assunto:

1º) sobre a piazada do tráfico: desde quando não ter tênis de
marca, não ter pai ou não ter grana pra ir na droga do Beto Carreiro é
desculpa pra sair por aí roubando, traficando, matando? Bandido é bandido,
não interessa a classe social ou a grana. Esse paternalismo é cretino,
incentivador da bandidagem mirim. Fazer alguma coisa sim, mas justificar a
bandidagem? Querem roupa de grife, querem "motinha" pra azarar as cachorras?
O Maluf quer milhões de dólares no exterior, o Janene quer aposentadoria.
Cada bandido na sua.

2º) problema da sociedade: modo de desresponsabilizar a calhorda
que governa de seu total descaso e incompetência e jogar a responsabilidade
nos ombros do trabalhador, que já tem pra si uma porrada de problemas não
compartilháveis com a dita "sociedade como um todo".

O governo arrecada uma fábula de impostos, os desembargadores
agora brigam porque não querem limite no seu ganho, 24 mil por mês é merreca
pra suas excelências, num país com a nossa renda per capita ridícula. Eles
fazem parte da "sociedade como um todo". Proporcionalmente deveriam ser mais
responsabilizados que um mero assalariado. Aí sim eu queria ver.

O velho De Gaulle não disse tudo: esse país não é sério, é país
do carnaval, do turismo sexual, dos bailes funk, "E com UM POVO de VOCAÇÃO
NATURAL PARA A BANDIDAGEM, A COMEÇAR PELOS POLÍTICOS...."eu acrescentaria.

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