quinta-feira, abril 30, 2009

O Espirito Santo nao é um estado serio.

Primeiro, leiam a noticia >>>Aqui<<<. Depois, me façam por favor entender?
  • O que tem na cabeça jovens de classe alta (portanto obrigatoriamente bem informados e educados) pra dizer que um FURTO em uma loja "nao passou de uma brincadeira"? E se foi brincadeira, porque nao voltaram no dia seguinte para pagar ou devolver o butim?
  • O quarto integrante, o tal filho de diplomata, está sob "proteção". Me explica uma coisa: Um diplomata está acima da lei?
  • Porque vagabundo pode esconder o rosto? A obrigação nao seria mostrar a cara desses pilantras pra todo mundo, para serem reconhecidos e apedrejados na rua?
  • O empresario vai "perdoar" os jovens, mas ainda emitiu nota fiscal de 8 mangos (mas vem cá, o que raios eles roubaram que valha oito mil reais???) e quer RECEBER. Que especie de perdao é esse?
  • O delegado informou que os jovens vao responder por crime de furto duplamente qualificado. Foram identificados pelas cameras de vigilancia e pela funcionaria da loja, alem do dono da loja...E VOLTARAM LIVRES PARA CASA????????
Desculpem, eu amo o Espirito Santo. MAS ISSO AQUI NAO É UM ESTADO SERIO!!! JUSTIÇA SEM VERGONHA!!!

terça-feira, abril 28, 2009

O mundo QUASE ao seu alcance

De um tempo pra ca, tenho tido alguma dificuldade pra acompanhar o "andamento" do mundo

Antigamente tinha umas novidades, mas voce nao tinha acesso. Agora tem MILHARES de novidades, e eu nao estou conseguindo absorver com "aquela" velocidade...

  • CPLD/FPGA. Ainda nao entrou na cachola. Ta dificil e eu to me esforçando modestamente, mas ta dificil. Ainda nao saiu um led piscando. VHDL é a solucao para praticamente todos os meus problemas, e C é a solucao do resto. Mas mesmo com um kit de CPLD ainda nao deu pra entrar na cachola. Ta osso mas eu chego la.
  • Linguagem C. Nao consigo gostar da linguagem (e seus VOID e NULL) por mais que eu me esforçe, mas ta dificil acompanhar os novos microcontroladores sem caminhar pelas estreitas avenidas do C. ARM sem C, nem pensar. Renesas ta complicado, mas eu chego la.
  • Renesas - O André Oliveira está fazendo um grande esforço pra puxar a turma pro Renesas e ta chegando la. Mas depois de 5 ou 6 anos mergulhado no AVR ta sendo um pouco dificil a absorvção dos novos conceitos - principalmente porque com C tudo ficaria mais facil. Mas eu vou chegar la, a tecnologia dos Renesas e principalmente seu preço, prometem muita coisa!
  • Programação para Windows. Antigamente no DOS tudo era muito simples. Voce queria escrever na tela, era PRINT "dado" e pronto, tava la na tela. Agora voce tem que carregar meia duzia de dlls, criar um frame, abrir uma janelinha, colocar o texto, chamar uma função...facilitou muita coisa avançada, mas complicou muita coisa basica. Tenho alguns programas pra fazer e tenho tido bastante dificuldade, mesmo com o Visual BASIC que eu tenho "algum" costume de usar (e todo o meu conhecimento de outras versoes de BASIC que eu ainda uso). Continuar fazendo programas pra CLI nao da nao
  • Linux. É o futuro da gambiarragem, embora falta muito pra ser uma alternativa ao Windows. É uma mudança radical de paradigma, de forma de pensar. Fica complicado absorver assim do nada. As centenas de distribuicoes diferentes e os milhares de arquivos de configuração só tornam tudo mais dificil. Passou da hora de ter um linux "for dummies". É uma tecnologia que eu preciso me acostumar, porque em um breve futuro será muito mais comum rodar linux em ARM, e hoje em dia isso ja é absolutamente necessario pra "repurpose" (alguem me traga uma tradução razoavel pra essa palavra. Refinalizar nao vale) um dispositivo qualquer como um webtv ou um embbebed computer.
  • TCP/IP. Poderia ser muito mais simples do que é. Talvez eu chegue a um dia escrever um livro sobre isso. O problema do TCP/IP (e em grande parte, do linux) é a referencia cruzada. Um RFC chama outro, que chama outro, que chama outro, que chama outro, que chama outro...ad eternum. E voce fica com cara de tacho, olhando pra essa centena de RFCs que voce tem que ler em paralelo. No momento que voce entende "globalmente" a historia, ai tudo anda com uma rapidez muito superior.
  • Codigo Morse (CW). É, nao tem a ver com trabalho, é mais com diversao (radioamadorismo). É complicado no inicio, mas pouco a pouco voce consegue absorver os pontos e traços. Nao é uma coisa que voce aprende da noite pro dia, mas voce vai melhorando, melhorando, melhorando...até um dia que está fluente e fera no assunto. É muito divertido, mas pouca gente hoje em dia se aventura pela dificuldade de aprendizado. Eu estou curtindo, exercitando os amendoins :o)
Estamos com um mar de oportunidades pela frente, dificil ta sendo absorver tudo tao rapido.

E eu estou amando isso tudo :o)

"eu sou a menina dos olhos de Deus" ????????

Ultimamente tenho visto muito isso no orkut das meninas...
  • "eu sou a queridinha do pai celestial"
  • "eu sou a menina dos olhos de Deus"
  • "eu sou aquela por quem os sinos dobram" (ta, essa eu inventei)
Cara...eu rolo de rir como as pessoas ACHAM que, dentre seus milhares de defeitos, sao as "escolhidas" por Deus para a sua obra. Uma pior que a outra. Lembram daquele adesivo "No dia do arrebatamento, este carro ficará desgovernado". É mesmo? Sei nao heim...torço por voce, mas eu acho que os requerimentos pra isso sao bastante estritos...De qualquer forma, eu acho uma TREMENDA demonstração de "humildade" esses dizeres ai de cima. A unica coisa que eu posso dizer é SONHA!

segunda-feira, abril 27, 2009

Correspondência Mítica

por J. L. Mora Fuentes


São Paulo, 2 de julho de 1977: Ao muito prezado senhor, morador do
seiscentos e quinze. Estimado amigo, venho através desta solicitar
encarecidamente que me ajude na solução de um íntimo e desatinado problema,
que tenho certeza sem nenhuma dúvida, muito facilmente poderia ser solvido
pela sua brilhante pessoa. Aproveito também esta para estender meus votos de
cordiais saudações, saúde esplêndida, e transmito desde já o pesar de que
ainda não compartilhemos mais intimamente uma única e excelsa fraternidade.
Mas os afazeres são tantos, acredito que com o senhor deve ocorrer o mesmo,
e o lazer cada vez mais raro e difícil. Caro também, mas isso não importa
agora, nem é desculpa que justifique em totalidade o nosso até agora
inexistente convívio. Falta, aliás, que breve pretendo remover do meu
destino, profundamente maculado por não conviver mais com pessoas tão
agradáveis como adivinho o senhor e todos os seus. Desejo sinceramente que
nossos corações se entrelacem em futuras e brilhantes tertúlias. O problema
(não chega rigorosamente a ser um), mas a questão é a seguinte e passo à
exposição do caso, pedindo-lhe as devidas licenças e desculpas por tamanha
ousadia. Sou um trabalhador. Acordo todos os dias às cinco horas, tenho que
chegar no escritório às seis, seis e meia no mais tardar porque sou eu quem
tem a chave e dessa forma quem abre a porta aos demais funcionários. Quando
me atraso, quarenta pessoas perdem seus horários de trabalho e ganham seus
devidos descontos no fim do mês. Nunca os salários são fartos o bastante
para que se possa dispor sem cair em desgraça dessas desagradáveis e
desnecessárias mordisquelas no soldo já tão exíguo. Eu mesmo não ganho tanto
que possa dispensar sem revertério algum isso que é meu. Bem, quando um
homem tem deveres tão matutinos é indispensável um mínimo de horas de sono,
não lhe parece? É exatamente esse o problema. Tento dormir mas é impossível
a um morto dormir nas condições que se me apresentam noite trás noite.
Descobri depois de nebulosas e infindáveis pesquisas, todas realizadas
nessas insoniosas noites, que isso que me afligia, e não só a mim, mas a
todos os meus, eram as suaves e delicadas sapatilhas de sua esposa. Penso
ainda no que a faria andar tantas horas por noite. Estendi a divagação até a
pergunta de por que não veste seus magníficos pés com qualquer outra coisa?
São trancos secos e perseverantes, pontiagudos estalidos pelo teto.
Contínuos. Contínuos. Lembram o som produzido por essas sandálias
acamurçadas com um pompom rosa na ponta que determinadas mulheres usam antes
de se deitar. Me diga num futuro encontro se acertei. O som não seria tão
desastroso se não impusesse sua permanência auditiva hora após hora, sem
intervalo, pausa ou variação mínima para que meus disciplinados ouvidos se
refaçam. Minha pobre mulher se sufoca noturnamente de dezenas desses
milagrosos comprimidos tentando numa aflição imersa em desespero e caos isso
que por direito seria seu: o sono. Eu já desisti. Os plactoplacs
intermitentes impossibilitam essa parcela de concentração exigida para tão
saboroso e reconfortante mister. Pensei comunicar o síndico do edifício, mas
me pareceu demasiado afrontoso e nem o caso era para tanto. Peço-lhe perdão
pelo incômodo. Não tenho nada contra esse hábito inescrupuloso de andar e
vagar madrugada afora. Nada tampouco contra sua mulher. Que ande quando lhe
aprouver e o tanto que quiser. Não se trata apenas de minha inexpressiva
pessoa. Pense nos outros todos, na minha esposa, a pobre, que perdeu cinco
quilos, nos trabalhadores prejudicados e com seus orçamentos abalados apenas
porque não pude dormir e me atrasei de algumas horas do compromisso de lhes
abrir a porta. O amigo percebe que não se trata de questão puramente
individual ou particular. Uma pequena parcela da classe operária é atingida
pelos plactoplacs da sua senhora. Encarecidamente lhe peço que ordene à sua
mulher que modifique o calçado. Temos tantos modelos para escolher, o país
até exporta milhares de sapatos, quem sabe um com o salto de borracha? Ela
poderia passar semanas se movimentando tranqüila, e nós também. Digo que nós
teríamos finalmente a paz. Se por acaso se tratar de um desses calçados de
estimação, quase da família já, tentem então, por favor, tapetes, pisos de
borracha, forrações várias como carpetes, e demais. O seu vizinho do
quinhentos e quinze agradece comovido. Repito os votos de magnífica saúde e
esplendorosa abastança. Me despeço, ciente de que serei atendido em tão
discreto e razoável pedido. Renovando saudações e a intenção futura de
maiores e mais afetuosos contatos, atenciosamente, Ataliba Leonel Júnior,
apto.515.

São Paulo, 3 de julho de 1977, Ao caro amigo do 515, Prezado senhor Ataliba.
Recebi com grave alegria e não menos espanto sua serena e deliciosa
cartinha. Comovi-me com sua situação, bem como a de todos os demais
funcionários e pessoas. Agradeço intenção e propostas de futura amizade e
dedico toda minha atenção para lograr o quanto antes tão airoso desfecho.
Sinto muitíssimo que as caminhadas noturnas da minha esposa o incomodem
tanto. Claro que vai se desfazer de suas queridas e VERDES sapatilhas,
ausentes do mínimo resquício e alma de um doce pompom que seja. Afinal, são
simples sapatilhas, e não um membro da família, como o senhor tão suave e
delicado insinuou. Tampouco a reposição vai ser tão simples como o amigo
supõe. Trata-se de calçado importado, adquirido numa das nossas viagens. Não
importa, se tanto lhe perturbava a tranqüilidade, que sua vontade seja
feita. Durma tranqüilo, senhor Ataliba. E que sua senhora despeje todos os
comprimidos no incinerador, uma vez que doravante serão inúteis. Ou então,
se desejar empregá-los da melhor forma, e se possuem de fato eficácia médica
comprovada, porque não os despeja todos garganta adentro de seus três
adoráveis filhos? Gritariam menos, e os alicerces do edifício não correriam
os riscos que correm atualmente. Imaginei meses seguidos que o senhor
criasse feras no seu apartamento. E também já ia comunicar ao síndico essa
contravenção quando recebi sua deliciosa missiva. E se prometo tomar
providências quanto à preservação do seu sono, tome o senhor as justas
medidas para a manutenção na exata ordem da minha saúde mental. Fico feliz
ao saber que sua esposa perdeu cinco quilos. Deve se sentir melhor assim,
pois não? E também não será mais necessário reforçar os cabos do elevador.
Economizaremos um pouco então, despesas com o condomínio são tantas, que o
mínimo poupado já é gratificante. Sem mais, desejando-lhe o de melhor, me
despeço, Artur Silveira Fernandes.

São Paulo, 4 de julho de 1977, Prezado senhor Fernandes, recebi sua carta
deixada na portaria. Não preciso dizer o quanto me surpreende sua pouca
compreensão para com a infância. Seria capaz de jurar que o senhor brotou no
mundo na forma como é agora, silencioso e carrancudo. Imagino o padecimento
de sua santa mãe se esse fato ocorreu como afirmo acima. No mais
tranqüilize-se, os meus três meninos vão se esforçar por lhe satisfazer a
vontade. Não mais vão se divertir como as demais crianças. Permanecerão
sentados no sofá vinte e quatro horas por dia, amarrados, para sua maior
segurança. Espero que o fato de passarem o tempo se distraindo com a
televisão não lhe desagrade, caso assim seja me comunique que destruirei o
aparelho. E já que falamos de eletrodomésticos, pediria também que evitasse
o estrondo do rádio, televisão e vitrola a todo volume. Se os seus são
surdos, os meus não. Compre um aparelho auditivo para sua delicada mãe,
poderá assim ouvir o mundo sem ensurdecê-lo. Acredito que se trata de um mal
congênito porque os discos de sua filha são colocados despudoradamente na
amplidão máxima do som. Somos obrigados também a assistir os programas que
vocês aí em cima acompanham, porque é inútil tentar ouvir qualquer outra
vibração que não o escangalho que escorre do seu apartamento. Espero
igualmente ser atendido. Seu, Ataliba Leonel.

São Paulo, 5 de julho de 1977, Senhor Leonel, Se tudo possui seu devido
limite, o amigo ultrapassou o seu. Minha mãe não é surda, não temos o mínimo
problema quanto à audição e desejaria que o senhor e os seus fossem ao
inferno com tão delicados e ultra-sônicos ouvidos. Exijo também que o
imbecil de seu primogênito não faça mais as bruscas manobras com o automóvel
na garagem do edifício. Nem ele tem idade para dirigir nem critério. Se o
pára-lama do meu carro sofrer o mínimo arranhão, o senhor se verá comigo. No
mais asseguro que vamos continuar escutando rádios, vitrolas e tevês no
volume desejado, e se isso tanto lhe perturba, por favor, se mate.

São Paulo, 6 de julho de 1977, Senhor Artur, se sua mulher continuar a andar
com esses malditos tamancos algo de terrível vai acontecer. Meu filho vai
dirigir na garagem porque eu quero que seja assim. E quanto aos gritos,
tente fazer o mínimo que seja. As crianças daqui para a frente vão tocar
tambor e saxofone, para seu aprazível deleite. Estamos pensando em formar
uma banda, nós todos aqui em casa, em sua exclusiva homenagem. E por favor,
arrebente sua televisão que nossos tímpanos já estão pelo chão há muito
tempo.

Senhor Ataliba: Escrevo para comunicar que a peste do seu primogênito está
amarrado e muito bem amordaçado na minha sala de banho. Atreveu-se o imbecil
pimpolho a marcar fundo a lateral do meu automóvel. Se avisar a polícia, o
síndico ou qualquer outra dessas atitudes covardes, pode ter certeza que o
matarei. O júri me absolverá comovido quando chegar ao conhecimento real dos
fatos torturantes a que sua família, e este idiota amordaçado em especial,
nos submeteu a todos aqui em casa. Exijo que vocês todos desapareçam do
prédio, deixando apenas a quantia exata para refazer meu veículo. Espero sua
resposta.

Artur, você desconhecia o período que passei no exército. Fui mestre em
explosivos. Sua querida mãezinha está igualmente amordaçada no quarto dos
fundos, junto com o pestilento animal que levava a passear. Se quiser rever
os dois, devolva meu filho, quanto ao carro, poderemos conversar depois. O
pavio não é muito comprido, e a carga é suficiente para esfarelar sua
lindamente engruvinhada progenitora. Quanto a sair do prédio, rimos muito
durante três horas.

Ataliba: Proponho a troca de sua lacrimejante senhora e absurdo filho pela
minha mãe e sua cadela de estimação. Atende por Daniela e é muito
suscetível. Dê-lhe boa comida nesse meio tempo. Por favor aceite o
intercâmbio porque não suporto ninguém da sua família por perto.

Artur: Sua filha, sua mulher, sua mãe e Daniela estão amarradas juntas ao
mesmo tonel de pólvora. Não devia deixar que fossem à feira sozinhas em
tempos como estes. Devolva os meus e terá os seus.

Ataliba: Os seus ocupam todo o espaço da minha sala de banho. Notei que
devemos estar os dois sozinhos em cada casa. Quero dizer, os meus estão aí e
os seus aqui. Proponho uma coisa: Por que não os deixamos morrer e vamos
embora? Ganhamos muito bem os dois, teríamos fartura. Juntos recomeçaríamos
tudo. Em prédios separados, é claro.

(in Fábula de um rumo - São Paulo: Ed. Moderna, 1980.)

Se a revista CARAS cobrisse aniversario de pobre...

Por Arnaldo Jabor*

Numa noite regada a cerveja, cachaça, petiscos e pagode, a caixa das Sendas, Kelly Carollynny (18), comemorou sua maioridade cercada de amigos e parentes. A festança foi na laje da casa da família em Queimados, onde mora com os pais, o cobrador de ônibus Ailton (49) e Isaura (43), que está desempregada, mas faz bicos como diarista.

A festa, que começou ainda antes do sol se pôr, só acabou de madrugada quando os convidados já perdiam a linha dançando o créu na velocidade cinco. "Tô amarradona!", dizia a exultante Kelly, agora de maior, que usava um vestido todo trabalhado no jérsei, comprado nas Lojas Americanas.

O buffet foi todo organizado pela mãe da aniversariante e incluía coxinha de galinha, risole, joelho e amendoinzinhos.

"Também ia ter churrasco, mas a picanha tá pela hora da morte!", desabafou Isaura, enquanto enrolava uns croquetes.

De sobremesa, muito cajuzinho, além do bolo especialmente preparado por Dona Jurema (84), avó da aniversariante.

Já as biritas ficaram por conta dos convidados, o que gerou certo desconforto. Principalmente quando Alison (44), irmão de Ailton, chegou trazendo Nova Schin. "Isso é sacanagem!", berrou o anfitrião, "a gente é pobre mas tem dignidade", obrigando o tio da aniversariante a sair e só voltar quando trouxesse, pelo menos, Itaipava.

Durante a festa, Kelly aproveitou para assumir seu affair com Rodnei (19), avião do tráfico do Morro da Providência, que presta concurso para PM no fim do mês. "A gente tamo amarradão", dizia o futuro homem da lei. Kelly Carollynny aproveitou a oportunidade para negar os boatos de que estaria esperando um herdeiro: "Eu não tô buchada. Isso é coisa que a mídia inventa
para vender mais revista", garantiu antes de afirmar que os dois ainda estão "ficando". O casal foi apresentado por Ailtinho (21), irmão da aniversariante, que não compareceu porque agora é pastor e Jesus (2009) o proibiu de freqüentar esse tipo de badalação.

Um dos pontos altos da noite foi quando Ailton, mamado, aproveitou que sua esposa tinha ido para o quarto assistir ao TV Fama e passou a mão na bunda de Suéllen Crhiysthynnah (27), sua cunhada. A moça revidou com um tapa na cara e se não fosse a turma do deixa disso a situação poderia se agravar. "Vai tomar no meio do olho do seu cu, maldito viado filho de uma puta barata!!!", berrou a cunhada, enquanto era retirada do local.

Os convidados dançaram a noite inteira ao som de pagode, comandado pelo grupo Superstisamba, cujo líder Birunda (26) fora o responsável por tirar a virgindade da aniversariante meses antes. "Mas num coloca isso aí não, senão pode dar a maior merda", declarou..

Kelly Carollynny agora só quer saber de descansar. Sábado de manhã ela e o namorado partem rumo à rodoviária, onde embarcarão num ônibus para Iguaba. "Domingo a gente volta, que segunda pego cedo no serviço", garantiu a aniversariante, feliz da vida.

*Arnaldo Jabour é o canario, tu acha que ele ia escrever uma merda dessas???

domingo, abril 26, 2009

Ingles é machista

Acha que nao?
Pegue a palavra Together por exemplo. "junto" né?

To Get Her. Pra pegar ela. E ficar junto.

Machismo...

Andando pra frente, com o pé no freio

Bem, como muita gente deve saber aqui, meu "alter-ego" nao tabajaristico é justamente projetista de equipamentos eletronicos. Minha especialidade é sistemas embarcados, o que é mais ou menos um equipamento auto-suficiente, muitas vezes até em alimentação. Obvio, por força de contrato eu nao posso mostrar muitas das minhas realizacoes. Mas um dia eu coloco qualquer coisa aqui.

Mas eu essa madrugada (pra quem nao sabe eu raramente durmo a noite) estava lendo no banheiro uma revista americana. La tem de tudo: Anuncios de lojas de surplus (material usado ou excedente de estoque), peças das mais variadas, kits para montagem, N cursos e coisas do genero. Ou seja, o americano tem tudo a disposicao.

E a revista era de 1953.

Eu fico vendo essas coisas e sempre me espantando com a realidade brasileira. Revista de eletronica temos muito poucas. As antigas que resistiram (notoriamente a Saber Eletronica e a Antenna-Eletronica Popular) sao arremedos do que eram antigamente. A Saber nem tanto, O Fittipaldi se esforça pra manter a coisa "no eixo". A Antenna, depois que o saudoso GAP morreu, tornou-se uma amostra gratis (que nao é barata) da excelente revista que era. As revistas "novas" que apareceram no mercado sao completamente insossas. E para pisar em cima, o advento da internet cuspiu em cima das revistas impressas.

Por outro lado, revistas como a Circuit Cellar só aumentam a tiragem. Isso porque ela - segundo seu fundador, o fantastico Steve Ciarcia - "é uma revista atemporal. Os circuitos apresentados podem até estar obsoletos, porem a engenharia, o metodo usado para a criação do circuito é sempre atual e usado como fonte de referencia por gerações". Sao as palavras dele, com as quais eu concordo plenamente.

>>>AQUI<<< estao os tres primeiros livros dele. Leiam esses livros de 1900 e bolinha, e veja como sao atuais

Treinamento tecnico é uma piada de mau gosto. Com a profusao do "C" para aplicacoes embarcadas (e aqui fica meu parenteses: Acho isso uma estupidez, mas isso é assunto pra outra postagem) é inacreditavel que nao haja NENHUM curso basico, avançado ou rapido de "C" na grande Vitoria (ES). Sim, eu estou falando NENHUM. E se tem, nao faz propaganda de forma que chegue aos meus ouvidos. E eu sou um cara "razoavelmente" informado.

Aquisição de componentes e ferramental? ES-QUE-CE®. Aqui no ES nao se acha nada que preste nas lojas de eletronica. Os vendedores mais antigos ficam - pasmem - envergonhados quando eu vou la e peço algo mais-ou-menos basico e nao tem peça nenhuma. Ou tem uma, ou duas peças. Isso gera um movimento ruim - é comum eu chegar numa loja e comprar "o estoque todo" de um componente. Outro dia vi um esquema interessante de frequencimetro que usava um 4040 (contador binario de 14 bits) como prescaler (divisor de frequencia). Tinha UMA loja que tinha OITO em estoque. Pergunta se eu comprei os oito? Quando vao repor? Hahahahahaha... Alias, parece que as lojas estao seguindo uma tendencia perigosa - a de so se preocupar com som de igreja. O Brasil é movido a igrejas, brevemente teremos uma nova casta de intocaveis a se preocupar: Os clericos. Voltamos a inquisição!

Ferros-velhos estao impossiveis de se visitar. Vira e mexe voce vai a um ferro velho e o dono quer lhe cobrar 100 reais por uma caixa de metal que ele pagou 28 centavos o quilo. E nao tem 4 quilos. Tao ficando espertinhos, vao acabar ficando com uma cacetada de material encalhado e depois sendo obrigados a vender a preço de ferro-velho. Em quantidade, porque dificilmente eles vao aceitar vender para os pobres lacaios que vao procurar componentes usados a preços modicos. É o avanço da internerd.

Ferramentas? La nos USA voce encontra qualquer coisa que voce sonhar que possa existir em ferramentas, a preços modicos em qualquer buraco. Aqui voce paga fortunas por ferramentas vagabundas e, quando encontra xing-ling-pong a preços "razoaveis" o troço é tao ruim, mas TAO RUIM que nem pensar em usar, voce pode estar arriscando a sua propria vida. Tente usar a serra circular da mesa-9-em-1 da Ferrari.

Resumo da opera? Andamos pra frente, em passos lentos, com o pé no freio. Se os pesquisadores independentes tivessem melhor acesso a cursos, ferramental e material de consumo (componentes, materia prima, etc) onde poderiamos estar? Ou somos um país que so presta pra exportar ronaldinhos boiolas e prostitutas de luxo???

Tamos no sal...

sexta-feira, abril 24, 2009

Tres pesos, cinco medidas (e um gorducho de contrapeso)

Hoje eu fui almoçar la no centro do lugar que eu moro. Dá uns 5 ou 7 minutos de onibus, nao dá pra ir a pé. Fui la, almocei (e ja me emputeci na fila pq sempre vem gente furando pra pegar a carne mais gostosa...), fui pagar a conta da internerd e me dirigi ao ponto pra pegar o buzao pra casa. No ponto, passa o onibus que eu ia pegar POR TRAS de um outro onibus. "acontece...", pensei. Nisso para o onibus a uns 100, 200 metros a frente, e uma senhora ao meu lado começou a tagarelar "mas que falta de respeito, ele deveria ter parado aqui, se eu fosse voce eu denunciava o cara a CETURB, ele fez de proposito, blah bla bla blah bla bla"

"..." e a veiota continua

"mas que outro dia eu tava la na esquina, vinha o onibus, eu fiz sinal e ele nao parou, mas que sacana, ele deveria ter parado, eu estava pertinho do ponto"

"Mas senhora...a senhora nao sabe que é regra eles pararem apenas nos pontos?"

"É, pra eles é regra né, e pra nós?"

"ué senhora...regras sao regras. A senhora exige que eles cumpram as regras quando beneficiam a senhora, mas exige que eles NAO CUMPRAM as regras quando tambem a beneficia? Regras sao criadas para serem obedecidas, nao?

"ah...mas...e..."

Brasileiro é um bichinho complicado... :o) Se todos seguissem as regras E LUTASSEM PARA MUDAR AS REGRAS INCOMODAS, DESNECESSARIAS OU ESTUPIDAS...que país teriamos...

quarta-feira, abril 22, 2009

Solidao digital

Vou tentar explicar o conceito pra voces

Solidao digital é mais ou menos um eremitismo pessoal, e constante presença pessoal. Aqui no computador eu tenho milhares de pessoas pra conversar sobre os mais variados projetos. Embora brasileiro nao é muito "focado" em projetos (quantas vezes em listas de discussao eu ja sugeri um projeto ou entrei na "turma" de um determinado projeto e ninguem, NINGUEM fez a sua parte?). Mas mesmo assim pelo menos tem gente pra conversar.

Ja pessoalmente...

Eu moro no ** do mundo, ta bom. Mas mesmo quando eu morava proximo a varias pessoas que mexiam constantemente com eletronica (ou radioamadorismo) ninguem participava de um projeto "junto". No maximo, antenas. Mas coisa de eletronica mesmo, de pegar no pesado, de fazer o troço funcionar...ninguem. Agora por exemplo queria pesquisar uma forma de fazer um TNC de uma forma mais facil, de forma que as outras pessoas pudessem fazer junto comigo e facilitar a entrada de novos membros para o packet radio. Fora o Luciano Sturaro que é o meu "companheiro das madrugadas" via ICQ pra conversar assuntos de eletronica e radioamadorismo, nao aparece NINGUEM.

Cade a turma que gosta de bater papo sobre radioamadorismo? Meu ICQ é 2231589!

domingo, abril 19, 2009

Ue, o www.tabajara-labs.com.br ta fora do ar?

Sim, e pelo visto vai continuar.

A coisa ta feia, avisei pra galera, nao da pra derramar dinheiro em um site que nao gera lucro. Se alguem quiser que o tabajara-labs volte ao ar, paga ai os 30 contos da FAPESP. Me manda um e-½ que eu te mando o boleto pra pagar. Se ninguem resolver contribuir, as atualizacoes que eu tenho prontas aqui e o site inteiro vai pro ralo. To sem grana, lamento. Um abração a todos ai. Sao só 30 contos, o tabajara labs nao vale uma pizza? :oP

UPDATE: Jesus pagou o dominio. Em ate 2 dias o site está de volta. Muito obrigado! :D

Uma pitada de bom humor numa tarde de domingo!

Eu tava passando de curiosidade no twitter (eeecaaa) do Lazaro Freire, grande e saudoso amigo, quando tive a curiosidade de olhar o twitter (eeecaaa) da sua esposa. Ai tava la essa perola que dedico a voces. Frase bacana.
Cada dia tenho mais certeza que a vida tem a cor dos óculos escuros que usamos. Troquei de lente. Hoje tudo está mais colorido. Salve o Sol!

sábado, abril 18, 2009

Pizza de ovo? :oO

É...

...eu moro numa casa de malucos. Dizem que minha familia é "normalzinha". Só se for normalzinha pra morar num hospicio. Filha maluca, neta maluca, esposa maluca, nao tem ninguem normal nesse barraco. Hoje me sairam com uma dessas...é um dos troços mais gostosos que eu ja comi ate hoje. Tao preparados?


Essa é literalmente merecedora da tag "chamando o cu pra p0rr@d@"

Vamolá.

Ingredientes:
  • 10 a 12 ovos, depende do tamanho da sua forma de pizza
  • Muita Muzzarella
  • Muito bacon
  • Muito presunto
  • Muita calabresa
  • Muito (insira seu ingrediente preferido aqui)
Modo de preparo:
Primeiro, unte uma forma de pizza com manteiga. Bem untada. Pegue os ovos e quebre em cima da forma. Voce vai fazer - LITERALMENTE - uma "massa de pizza" de ovos. Leve ao forno quente e deixe assar até as claras ficarem razoavelmente duras.

Retire do forno e comece a salpicar os ingredientes. Bacon é sempre bem vindo. Muzzarella é fundamental, em copiosas quantidades. O resto é com voce mesmo. Volte ao forno e asse por tempo suficiente pra muzzarella derreter e ficar ao ponto que te agrada. Sirva quente, proximo ao banheiro, com o seguro de vida em dia.

O troço É BOM BRAGARAIO! Quando minha esposa falou dessa "invenção" dela, eu realmente achei que ela estava de sacanagem. Hoje ela inventou de fazer, ai eu fui comer daquele jeito, meio desconfiado, né? Meu colesterol subiu uns 200 ou 300 pontos, mas to aqui empanturrado. Burp. E zatizfeito. Burp de novo.

Coma por sua propria conta e risco. Essa tem o Selo Tabajara® de qualidade (ou falta dela)!!!

sexta-feira, abril 17, 2009

Piada de SEXta feira: O estagiario.

Fui demitido. Justa causa.

Como estagiário, aprendi milhões de coisas e fui muito bem sucedido
nas minhas funções. Juro que não entendo o porquê de me demitirem...
Eu tinha várias funções que fazia com excelência, entre elas:

1. Tirar xerox. 3.1 segundos por página.

2. Passar café.

3. Comprar cigarro e pão. 1 minuto e 27 segundos. Ida e volta.

4. Fazer jogos na Mega-Sena, Dupla-Sena, Lotofácil, Loteria Esportiva...

Eu era muito bom. Mesmo. Fazia tudo certinho, até que peguei uma certa
confiança com o pessoal e resolvi fazer uma brincadeirinha inocente.

É impressionante o nível de stress em um ambiente de trabalho.
Quis dar uma amenizada na galera, deixar o povo feliz e fui
recompensado com uma bela de uma demissão por justa causa. Puta
sacanagem!

Vou contar toda minha rotina desse dia catastrófico.

Era quinta-feira, 26 de março, quando cheguei ao trabalho.

Nesse dia, passei na padaria no meio do caminho. Demonstrando muita
proatividade, comprei pão e 3 Marlboro. Já queria ter na mão sem nem
mesmo me pedirem. Quando abri a agência (sim, me deixam com a chave
porque o pessoal só começa a chegar lá pelas 11h), já vi uma montanha
de folhas para eu xerocar na minha mesa. Xeroquei tudo, fiz café e
deixei tudo nos trinques (minha mãe que usa essa gíria rs).
Como tinha saído um pouco mais cedo no outro dia, deixaram um recado
na minha mesa: "pegar o resultado da mega-sena na lotérica".
Como tinha adiantado tudo, fui buscar o resultado. No meio do caminho,
tive a ideia mais genial da minha vida e, consequentemente, a mais
estúpida.

Peguei o resultado do jogo: 01/12/14/16/37/45. E o que fiz?
Malandro que sou, peguei uns trocados e fiz uma aposta igual a essa.
Joguei nos mesmos números, porque, na minha cabeça claro, minha
brilhante ideia renderia boas risadas. Levei os 2 papeizinhos (o
resultado do sorteio e minha aposta) para a agência novamente.
Ainda ninguém tinha dado as caras. Como sabia onde o pessoal guardava
os papeis das apostas, coloquei o jogo que fiz no meio do bolinho e
deixei o papel do resultado à parte.

O pessoal foi chegando e quase ninguém deu bola pros jogos. Da minha
mesa, eu ficava observando tudo, até que um cara, o Daniel, começou a
conferir.
Como eu realmente queria deixar o cara feliz, coloquei a aposta que
fiz naquele dia por último do bolinho, que deveria ter umas 40
apostas.
Coitado, a cada volante que ele passava, eu notava a cara de desolação
dele. Foi quando ele chegou ao último papel.
Já quase dormindo em cima do papel,vi ele riscando 1, 2, 3, 4, 5, 6
números. Ele deu um pulo e conferiu de novo.
Esfregou os olhos e conferiu de novo, hahahaha. Tava ridículo, mas eu
tava me divertindo.
Deu um toque no cara do lado, o Rogério, pra conferir também.
Ele olhou, conferiu e gritou:
-"PUTA QUE PARRRRRRRRIUUUUUUUUUU, TAMO RICO, PORRA". Subiu na mesa,
abaixou as calças e começou a fazer girocóptero com o pau.

Óbvio que isso gerou um burburinho em toda a agência e todo mundo veio
ver o que estava acontecendo.
Uns 20 caras faziam esse esquema de apostar conjuntamente. 8 deles,
logo que souberam, não hesitaram: correram para o chefe e mandaram ele
tomar bem no olho do cu e enfiar todas as planilhas do Excel na buceta
da arrombada da mulher dele.
No meu canto, eu ria que nem um filho da puta. Todos parabenizando os
ganhadores (leia-se: falsidade reinando, quero um pouco do seu
dinheiro), com uns correndo pelados pela agência e outros sendo
levados pela ambulância para o hospital devido às fortes dores no
coração que sentiram com a notícia.

Como eu não conseguia parar de rir, uma vaquinha veio perguntar do que
eu ria tanto. Eu disse:
-"puta merda, esse jogo que ele conferiu eu fiz hoje de manhã.
A vaca me fuzilou com os olhos e gritou que nem uma putalouca:
-"PAREEEEEEEEEEM TUDO, ESSE JOGO FOI UMA MENTIRA.UMA BRINCADEIRA DE
MAU GOSTO DO ESTAGIÁÁÁÁÁÁÁRIO"
Todos realmente pararam olhando pra ela. Alguns com cara de "quê?" e
outros com cara de "ela tá brincando".
O cara que tava no bilhete na mão, cujo nome desconheço, olhou o papel
e viu que a data do jogo era de 27/03.
O silêncio tava absurdo e só eu continuava rindo. Ele só disse bem baixo:
- É...é de hoje.
Nesse momento, parei de rir, porque as expressões de felicidade
mudaram para expressões de 'vou te matar'.
Corri... corri tanto que nem quando eu estive com a maior caganeira do
mundo eu consegui chegar tão rápido ao banheiro.
Me tranquei por lá ao som de "estagiário filho da puta", "vou te
matar" e "vou comer teu cu aqui mesmo". Essa última foi do peladão !

Eu realmente tinha conseguido o feito de deixar aquelas pessoas com
corações vazios, cheios de nada, se sentirem feliz uma vez na vida.
Deveriam me dar uma medalha por eu conseguir aquele feito inédito. Mas
não... só tentaram me linxar e colocaram um carimbo gigante na minha
carteira de trabalho de demissão por justa causa. Belos companheiros!

Pelo menos levei mais 8 neguinho comigo ! Quem manda serem mal
educados com o chefe. Eu não tive culpa alguma na demissão deles.
Pena que agora eles me juraram de morte...agora tô rindo de nervoso.
Falei aqui em casa que fui demitido por corte de verba (consegui
justificar dizendo que mandaram mais 8 embora, rs) e que as ligações
que tenho recebido são meus amigos da faculdade passando trote.
Eu supero isso vivão e vivendo, tenho certeza.

É, amigos, descobri com isso que não se pode brincar em serviço mesmo...






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terça-feira, abril 14, 2009

Embuste: Claro 3G

Claro 3G? Lamento, é um embuste.

Quase tres meses após adquirir o serviço, continua tudo a mesma bosta. E o pior: Cada dia piora.
  • Velocidades, cada dia piores. Contratei o plano de 512K e rarissimas vezes consegui atingir essa velocidade. O normal é ficar entre 150-200K.
  • Traffic Shaping. Nao me importa o que argumentem, eu contratei conexao com a internet e em lugar algum falaram em bloquear torrents e emule. Aqui qualquer coisa (sim, QUALQUER COISA) em torrents e emule baixa a 1-2 kbytes/segundo. Entre 2 e 6 da manha, sobre pra 100Kbytes (!!!). E querem me convencer que nao há TS.
  • Contrato. Nao me foi entregue contrato nenhum na hora da compra. E há uma serie de "picaretagens" no contrato.
  • TODO DIA PARA. Nao há um dia que fique conectado direto sem problemas
  • FALHA TODA HORA. Mesmo conectado, literalmente PARA o trafego de dados por alguns minutos, depois volta, depois para, depois volta, depois para, depois volta, e por ai vai
  • CARO. 84 reais por 512K é caro. Principalmente porque...
  • MAIS DE UM GIGA DE TRANSFERENCIA TE CAPA A VELOCIDADE. 1 giga é o que eu trafego de e-mail por dia. Transferiu mais de 1 giga (nao da nem pra baixar um dvd de algum programa), seja la qual for seu plano, despenca pra 128K. Tem ideia do que é navegar hoje em dia a 128kbits? Pra baixar um CD de programas (que eu precisei outro dia) leva um dia.
FUJAM DESSE EMBUSTE. Eu avisei.

sábado, abril 04, 2009

Uma fabrica chinesa de valvulas!!!

Observe >>>AQUI<<< os escr...trabalhadores chineses fabricando valvulas para a sua diversao! :oD

quinta-feira, abril 02, 2009

A dificuldade de se COMPRAR no mercado brasileiro

Ta achando que eu to brincando? Nao to nao, é serio.

Como muitos que leem meu blog devem saber, eu vivo uma vida de "professor pardal". Eu sou o que chamam de "Projetista de hardware e software", ou seja, eu desenvolvo aplicações - normalmente microprocessadas/microcontroladas - como meio de vida. Evidentemente eu desenvolvo para clientes - empresas e particulares - assim como desenvolvo coisas pro meu proprio uso ou venda. Tem a minha pagina "seria" por ai, um dia eu conto pra voces qual é.

Pois bem, estou desenvolvendo um novo produto, e precisava de algumas unidades de um componente que - pra variar - nao achei aqui no mercado local. Um parenteses bem colocado: Aqui nao se acha NADA que nao seja som pra igrejas evangelicas. NADA. Tenta comprar um circuito integrado, um display de led, um processador programavel...ES-QUECE®, nao vai achar nada. As lojas de eletronica do centro de Vitoria sao lojas de som. E as de Laranjeiras, na serra...bem, pula essa parte, sao lojas de tv via satelite, e nao de eletronica.

Ok, voltando ao componente, eu fiz cotações em algumas empresas e a cotação de uma delas nao chegou. Primeiro que foi um esforço pra arrancar a cotação da empresa. Fica o recado: Nao interessa o que eu estou fazendo, nao interessa pra quem é. Eu quero preço. Pode me dar o preço do componente XYZ pra 100, 500 e 1000 unidades? Nao pode? Eu compro em Taiwan, obrigado. Mas tudo bem, depois de alguns interurbanos me chega o preço, que eu considerei bem agradavel.

Ok, quero comprar 10 peças pra homologar. "nao, nós mandamos de amostra". Atitude louvavel, mas a coisa começou a pegar no "cadastro da empresa". Eu nao tenho empresa.

"ah, mas nao podemos vender pra pessoa fisica"

"HEIM?"

"é norma da empresa, nao vendemos pra pessoa fisica nem faturamos menos de 300 dolares (!!!) pra qualquer empresa"

Gente...ta facil pra caramba de vender, tem gente adoidado no mercado produzindo produtos made in brazil, ta dificilimo comprar direto do fabricante em taiwan por 1/4 do preço, tem que meter restrição mesmo né? Nao estamos em crise, 'é só uma marolinha...'

ACORDEM SEUS TONTOS!!! Tem gente adoidado ai querendo comprar!!! Se entra 10 reais de lucro, SAO DEZ REAIS DE LUCRO!!! O dinheiro ta sobrando? Entao MORRAM! Quebrem de uma vez!!! Porque tem um monte de gente pequena trabalhando e querendo DAR DINHEIRO PRA VOCES, e enquanto isso voces expulsam estes pequenos porque vao ganhar pouco...UM DIA ESSA MOLEZA VAI ACABAR!!!

Cambada de idiotas...

quarta-feira, abril 01, 2009

Tem que ter muita paciencia pra ser Brasileiro...

Pq eu nao nasci na Namibia?!

  • Claro dados presta um serviço PORCO. Alem de taxas de conexao sofriveis e varios problemas de rede (cai toda hora), bloqueia certas portas de conexao (VNC na minha maquina nunca mais), cobra uma fortuna e, ainda limita o trafego em 128Kbps na minha conexao de 512K quando eu passo de 1 giga de transferencia por mes. Lamentavel.
  • O tal do Cartao Megabonus é uma zorra. Hoje eu liguei pra CINCO numeros diferentes pra nao conseguirem resolver o meu problema, e no final ouvir um "nao sei" da atendente.
Paiszinho de merda...