segunda-feira, junho 01, 2015

Quer andar de carro velho, quer? :P

Eu tenho um carro velho. Um verona 94. E nao reclame, podia estar a pé :)


Ta, a pintura ta (bem) feia. Mas o carro ta muito gostoso de andar. Mecanica ta (marromeno) em dia, o interior é muito confortavel, e eu nao tenho do que reclamar. É o que temos pro almoço.

O chato é que quando voce tem carro velho, nao importa se voce tem dinheiro ou nao - voce É POBRE e doravante será tratado como tal.

Meu carro tinha uma infinidade de pequenos problemas, apesar da baixa quilometragem (quando peguei tinha em torno de 106 mil km, que para um carro 94, é "carro zero"). Obviamente, fui resolvento todos e, quando aparece mais um, dou um jeito de conserta-lo e deixa-lo supimpa. Gosto de manter meu carro devidamente conservado. Alem de conforto (minha namorada mora a 30 km daqui), é uma das minhas mais importantes ferramentas de trabalho.

Porem, voce chega numa oficina, nao e assim que te tratam.

Se eu levo meu carro para alguem mexer - coisa que é rara, porque o que tem que fazer, normalmente eu mesmo faço - invariavelmente os mecanicos nao tao nem ai. Sujam o banco, nao mexem direito, botam peças mais baratas - mesmo que eu peça pra resolver o problema da melhor forma possivel.

Uma vez fui a uma oficina pra trocar a correia dentada e os retentores do motor. Tava vazando oleo, e sujando o motor. Mas pedi que trocassem TODOS os retentores. Enfase no TODOS. Pois bem, nao trocaram o retentor do eixo da caixa. Porque "vai ficar muito caro". EU NAO PERGUNTEI QUANTO, EU MANDEI TROCAR, PORCARIA!

Outra vez, tinha um problema na borracha que veda a boia do tanque. A unica vez que esse carro me deixou na mao, foi um dia que eu deixei ele parado na porta da casa de um ser vivo, e quando voltei pra pegar, o carro nao partia. Bomba de combustivel. Troquei la mesmo na rua, fechei o troço as pressas e nao coloquei a borracha direito. So fui ver isso meses depois, na oficina. Um garotao ficou 5 minutos pra colocar a vedacao no lugar. Quando eu vi que nao tinha jeito, eu tomei da mao dele e fiz eu mesmo. Em 10 segundos. O cara ainda meteu o maozao de graxa no banco (impecavelmente limpo) e eu dei uma bronca nele e no dono da oficina.

Depois, foi trocar o radiador. Dei uma cacetada com a frente do carro numa das famosas valetas de SP, e com isso trincou a lateral do radiador. Sem problemas. TROCA O RADIADOR. Nao quero gambiarras, o radiador tava enferrujado mesmo. Veio um radiador novo...VAZANDO. E ainda por cima me ferraram o sensor de temperatura do radiador. Ficou ligado direto e descarregou a bateria. Beleza, eu fui la e troquei o sensor. E estou esperando a oficina resolver do radiador.

Dessa forma, a unica coisa que posso resumir é que oficina nao gosta de carro velho. E nem do meu dinheiro. A famosa "teoria das janelas quebradas", conhecem?

E cada vez mais eu faço os pequenos reparos do meu carro em casa :(

3 comentários:

Joao Gabriel Rodrigues disse...

e o carro do lado? e qual?

Orlando Akira Nishio disse...

Muitos e muitos anos atrás, eu tive um Fusca que não estava lá essas coisas. Até então, sempre estava com um carro razoável e me lembro de três situações pitorescas pelas quais nunca tinha passado antes:

1) Ao ficar parado esperando o semáforo abrir, os vendedores ambulantes passavam direto por mim, ignorando o carro (e seu motorista) totalmente... Pelo menos uma vantagem, né?

2)Para abastecer num posto de gasolina, muitas vezes tinha que chamar o frentista, pois eu acho que eles pensavam que eu estava lá apreciando a paisagem...

3) Quando entrei numa autorizada da Ford, a Sonnervig, os vendedores ao me verem chegar no carro velho, me desprezaram completamente. E olha que na época eu estava à procura de um carro zero.

Esse pessoal não sabe que muitas vezes o bacana com uma SUV novinha (parcelado em 60x) muitas vezes tem um poder aquisitivo menor do que quem tem um carro antigo. :)

EP Auto Elétrica disse...

Olha minha esposa tem um carro 2006 e tem 82000 km e eu tinha um 206 ano 2000 que vendi por causa da minha nova profissão mas o meu fusca 1984 esse eu não abro mão!