segunda-feira, maio 30, 2016

Em que direção vai o Tabajara Labs agora?

Gente, quanto tempo tem o Tabajara Labs?

Nas minhas contas, 15 anos. Serio. Ja faz é tempo que o site existe, embora nem sempre eu tenha tido muito saco pra atualizar. Acho o site feio, old-school e bagunçado. Mas ele ta la e, enquanto eu tiver dinheiro pra pagar o hosting (que me foi oferecido gratuitamente) e o dominio (que ja está atrasado), ele continua la.

Porem, qual direção ir agora?

Eu estou querendo dar uma "renovada" no site, mas ainda nao sei direito o que fazer. Coisas que eu gostaria de fazer:
  • Listar os projetos em andamento no site. Momento vapor. Pra quem nao sabe, "vapor" é aquilo que a gente fala que vai fazer, montar e/ou projetar. Mas que nem sempre se materializa, dai o termo "vapor"
  • Colocar mais coisas sobre mecanica (impressoras 3D, CNC e Laser) e Synth DIY. É, pra quem nao sabe, eu "tento" tocar teclado/piano/orgao. E curto pacas sintetizadores analogicos e todo o movimento DIY. É possivel (e nao provavel) que apareçam novidades. Uma delas é uma interface SCSI para um sampler antigo da Roland, o S-550. Eu nao tenho esse sampler, mas é uma placa tao simples, que "me desafiei" a produzi-la. Uma curiosidade interessante: Ao contrario do BR, projetos que tem projeção la fora, recebem doações vultuosas. Para este projeto (a placa é a HD5-IF) eu recebi 125 dolares em doações. Bancou todo o desenvolvimento e prototipagem. As peças ja chegaram e, em breve, estará o projeto inteiro "open source" no tabajara labs. A proposito, a titulo de curiosidade, eu tenho dois S-770 (o "top" dos samplers) e um S-330.
  • Colocar mais dicas e fazer mais videos. Comprei uma camera que filma em Full-HD (!!!!!!!!!) e ela "passou nos testes". É possivel que eu faça mais videos agora
  • Embelezar o site. Duvido, mas vou tentar. 
Videogames/micros antigos? Lamento, pessoal. Mas me distanciei (espero que) definitivamente da cena. Tenho meus motivos e vou mante-los pra mim. Meus micros e videogames continuam aqui, reduzi um bocado a colecao, mas aumentei pro lado das coisas que amo (MSX, Atari, Apple II e Sinclair/Spectrum). E agora as coisas que eu falo eu discuto com o pequeno grupo de AMIGOS que me cercam. Quando der na telha, os projetos vao pro Tabajara Labs.

Sim, houve mudanças na vida. Pra resumir, remedios tarja preta e atendimento psicologico. Sao Paulo é um lugar maravilhoso, mas é um moedor de almas.

Quem quiser ajudar o Tabajara Labs, tem uma continha na caixa pra isso (mando sob pedido) e o paypal que é aquele de sempre, alexandre.tabajara@gmail.com

Issai pessoal, força e honra! :o) 

sexta-feira, maio 27, 2016

Historias de uma infancia Tabajara - A (quase, ufa!) filiação ao PCdoB

"PCdoB é de luta legal
 Soberania e independencia nacional..."

Pois é gente, todos nós erramos

Filho de militar, na epoca da ditadura. Estava eu vendo a propaganda politica quando ME ENCANTEI pelo PCdoB. Eu devia ter o que...uns 10, 11 anos. Mais ou menos 1984. Nao tenho absoluta certeza.

Eu gostei tanto das palavras, que liguei pra la pra me filiar. Obviamente, meu pai me ouviu e me deu um esbrogue DESSE tamanho.

Hoje que sou adulto (?) eu percebo como é FACIL iludir uma criança.

Tomem cuidado com as crianças de voces. Essa criança aqui foi TAO iludida, que viajou do ES pro RJ só pra poder votar no Lula...

segunda-feira, maio 23, 2016

Historias de uma infancia Tabajara: A rede

25 anos nao e tao "infancia" assim. Mas vamos la.

Estava eu na residencia nova, que tinha acabado de alugar. E estava conversando com a dona da casa. Em um determinado momento ela olha pros ganchos na garagem e me pergunta "voce tem rede?" E eu respondo, prontamente: "Tenho sim, 10 megabits, par trançado"

Pano rapido :)

AMANHA É MEU ANIVERSARIO! Quero presentes :) Quem quiser ajudar a comprar um presente legal pro tabinha, meu paypal é alexandre.tabajara@gmail.com :) Aproveitem e ajudem com a renovacao do dominio do tabalabs que ja esta vencendo :P

Historias de uma infancia Tabajara: O Telefone Celular

Eu nao posso reclamar que tive uma adolescencia "pobre". Na realidade, fui "muito rico". Bem entre aspas, mas nao posso dizer que foi pobre.

La pros meus 18 anos, tecnico conhecido e renomado de computadores no RJ, me apareceu a oportunidade de comprar um telefone celular. Como eu atendia os clientes de um grupo de fornecedores, toparam a ideia e me ajudaram a conseguir um telefone de custo razoavel. O aparelho em si era uma bosta, um Tecnophone PC205A. Mas cumpria sua função e me resolvia uma pá de problemas. E criava outros.

Esse era o 305, muito menor e mais bonito. Imagina a trosoba que era o 205? :D

Vou enumerar alguns casos aqui que acho interessantes :)

  • 18 anos, me tornando popular, la ia eu e um grupo para a "ilha dos pescadores", beber, comer e dançar. Estavamos no carro indo para o local, e uma menina que eu ainda nao conhecia me viu atender o telefone. Ai ela perguntou "É um telefone celular???", eu confirmei, e ela pediu "posso ver??". Entreguei o telefone pra ela ja esperando a proxima pergunta: "posso ligar pra minha mae?" Lembro que na epoca (92-93), voce pagava UMA FORTUNA pra ligar de um celular. Bota ai tipo 3-4 dolares o minuto. E pagava a metade disso pra RECEBER uma ligacao. Ok, ligou pra mae dela e ela falou extasiada..."MAE!!! TO TE LIGANDO DE UM TELEFONE CELULAR!!!". Foi zoada o resto da noite. Espero que o resto da vida :D
  • Nao era muito comum um rapaz pobre de 18 anos ter um celular. Um dia estou andando pela rua, de rolex no pulso, bermuda, camiseta e chinelo. E o celular no bolso. Uma viatura da policia me para e...me confunde com um TRAFICANTE DE DROGAS (!!!!!!!!!). Ate explicar que focinho de porco nao era tomada, demorou uma meia hora. Mas a situacao foi resolvida com uma carona pra casa, onde confirmaram que meu pai era policial e eu trabalhava com manutencao de computadores. ¬¬
  • Eu tinha uma cliente muito, mas MUITO arrogante. Nao vou citar nomes, mas adoraria :) Ela trabalhava com equipamentos UNIX e eu era o unico tecnico que conhecia os requerimentos e os meandros dos computadores que ela vendia/dava suporte. Afinal eu ja rodava SCO UNIX em casa nessa epoca. E falava bem ingles. Só que alem da arrogancia, ela detestava pagar. Uma vez ela me tirou do motel, de madrugada, pra reparar um defeito bobo em um servidor. Cobrei 200 dolares e ela disse que so me pagaria 40, o que nao pagava nem o taxi de ida/volta ate o local do servidor. Um dia, estou indo pro trabalho de Metrô, o telefone toca. Fora o espanto das pessoas ao meu redor (que muitos, na epoca, nao haviam sequer visto um telefone celular), ficou a bizarrice do papo. Resumindo a resposta: "Olha dona fulana, nao me entenda mal e me perdoe a falta de fineza, mas por favor, procure outro tecnico. A senhora so me traz problemas, nao paga o combinado e ainda atrasa pra pagar. Tenho certeza que a senhora encontrará outro escravo que aceite se submeter as suas exigencias e suas bondades. Tenha um bom dia!!!". E desliguei o telefone. Tomei uma bronca arrumada dos meus chefes, mas no final eles concordaram com o desfecho :o)
  • Na epoca, eu tinha uma namorada-de-metro-e-meio, e os telefones celulares alem de grandes, tinham antenas enormes. E esta distinta namorada adoraaaaaaaaaaava tirar onda com o celular na cintura (alias, ela terminou comigo quando eu tomei uma volta do meu "socio" e literalmente quebrei...). Só que, se colocasse o celular perto da lateral do corpo, a antena do celular ficava cutucando o suvaco dela :D Era uma cena engraçadissima :D 
  • Onde voce chegasse com um telefone celular na cintura, te classificava como "milionario". Eu odiava andar com aquele traste na cintura. Entao era muito comum chegar em algum lugar (mesmo de rolex submariner no pulso) e ser tratado como indigente, até receber a primeira ligação - seja de trabalho ou particular - no celular. Imediatamente eu me tornava persona muito grata :o) 
  • Offtopic: O Rolex? Foi roubado. O ladrao olhou e disse "ah, é um daqueles relogios de camelô. Que droga!". Queria eu que ele tivesse devolvido o relogio de camelô. Nunca mais tive grana pra comprar um igual :'(

sexta-feira, maio 20, 2016

Historias de uma infancia Tabajara: Aprendendo ingles

Ja que o Niutim pediu...Vamos as dicas pra aprender ingles, mas vou contar mais uma historia da minha infancia

Eu sempre tive proficiencia em ingles. E em outras linguas. Claro que eu vivia de dicionario na mao, mas isso nao me importava. Meu segundo computador (um TK90X) eu ganhei aos meus...12, 13 anos, nao me lembro bem. E o que tinha de bom, eram as revistas importadas. Your Sinclair, Sinclair User, uma espanhola que nao lembro o nome...E eu entendia, marromeno, o que tava la.

Tinha um vizinho, o Luis...Ele era comissario de bordo e (felizmente) botou na cabeca do meu pai que eu tinha que aprender ingles. Eu, criançao, nao queria saber de MAIS uma coisa pra estudar. Queria que me deixassem em paz com meu computador em casa. Porem por insistencia do papai, la fui eu pra Cultura Inglesa de Madureira. Na epoca que era naquele predio vermelho ao lado do viaduto Negrao de Lima.

Chegando la, fui me matricular. Nao entendi como aceitaram a matricula de um moleque de 14 anos desacompanhado dos pais. Mas ok, fiz minha matricula muito a contragosto, e enquanto a moça da secretaria procurava uma turma com vaga, eu ia lendo o nome das pessoas que estavam nas turmas. Parenteses, eu leio uma pagina mais rapido que voce le um paragrafo. Entao a moça foi passando as paginas, e eu encontrei la o nome da minha namorada na epoca. Elisama (nao vou por o nome todo aqui em respeito a privacidade da moça). Pronto, fechou, quero ficar nessa turma ai :) Graças a Elisama, foi muito mais "macio" entrar na Cultura Inglesa.

Beleza, comecaram as aulas, no primeiro semestre eu SO TOMEI BOMBA. Acho que a media foi 5,6 ou alguma coisa assim. Eu fiquei desapontadissimo, meus pais, piores ainda. E eu decidi que ia mudar aquilo. Ja que eu ja estava la (com aquele monte de mulher bonita na sala), eu tinha que fazer bonito. Chamei a professora, a saudosa Luiza Helena Armelau (Love ya, teacher! <3 e="" ela="" essora="" falar="" fazer="" igual="" ingles="" lata="" na="" o="" p="" para="" perguntei:="" que="" respondeu="" tenho="" voce="">
"Aprenda a pensar em ingles"

Sabe aquele momento WTF, que tua cabeça dá tela azul?

Eu vou resumir uma longa historia, na dica mais importante que eu tive.


  • Primeiro voce tem que associar palavras aos objetos. Olhe pra uma mesa e pense "table". Olhe pra uma cama e pense "bed". Olhe pra um gato e pense "cat". Voce pegou a ideia, né? NAO TRADUZA. Olhe o objeto, pense o nome em ingles. Sem pressa. 
  • Agora, faça pequenas frases. Shakespeare nao aprendeu ingles da noite pro dia. Olhe pra uma cama e pense "This is my bed". Olhe pra uma mesa e pense "That is a table". Olhe pro gatinho e pense "the cat is beautiful" e por ai vai. Mais uma vez, nao tenha pressa. É um habito que vai se formar
  • Agora é a vera!!! Comece a pensar em frases complexas, tipo "I want to sleep in my bed tonight" ou "I will have dinner in my house", ou ainda "It is nice to have a clean table" e por ai vai. 
DE REPENTE, voce vai estar falando ingles. Comigo levou menos de 2 meses. Eu falava - OBVIAMENTE - muita coisa errada. Mas eu estava FALANDO ingles. Me comunicando em ingles.  Aquilo sim era professora. E pensar que eu tive uma professora na escola que eu perguntei o que era "game over" e ela disse que era algo "sobre o jogo"...bah...

Tente, é facil! Nem precisa me agradecer, a culpa é da Luiza. E nem é aquela que está no Canadá :D

quinta-feira, maio 19, 2016

Fonte de alimentação "provisoria" permanente

Eu fiz essa fonte em 2005. Fiz esse painel tosco porque ia testar o funcionamento do circuito e, se funcionasse redondo, ia fazer 2 displays de led (um pra tensao, outro pra corrente) e fazer a frente/traseira de fenolite ou aluminio, e termina-la de forma decente.

11 anos depois, eu coloquei o display. Provisoriamente permanente :)


Gostou? O projeto é daqui, ó:

http://www.electronics-lab.com/project/0-30-vdc-stabilized-power-supply-with-current-control-0-002-3-a/

quarta-feira, maio 18, 2016

Historias de uma infancia Tabajara: A Livraria

(os nomes serao omitidos por questoes obvias)

Eu sempre fiz as coisas muito cedo. Nao, nao e isso que voce esta pensando. Estou falando neste caso de falar ingles. Considere que com meus 14-15 anos, eu ja falava um ingles razoavel. E com 16, falava com relativa perfeição. Era o melhor aluno de onde eu estudava, e era muito dificil alguem sequer tentar me bater no ingles. Enquanto todo mundo estava no curso porque papai mandou, eu estava la porque precisava desesperadoramente falar ingles. Mexia com informatica e, pra variar, os melhores livros e periodicos estavam em ingles.

Um dia, sai do curso de ingles na minha indumentaria "basica". Chinelo (velho) de dedo, camisa (rasgadinha), bermuda (suja), caderno (velho e dobrado no meio) debaixo do braço, caneta (bic) atras da orelha. Invariavelmente, eu parecia um mendigo. Mas um mendigo com - pasme - cartao de credito no bolso. E dinheiro na conta.

Entrei na livraria que sempre ia, havia mudado a gerencia, nao vi la o gerente de costume. Tudo bem, parei em frente a parte das revistas importadas, peguei a "Computer Shopper" e comecei a ler. Nisso, me vem um engravatadinho e começa o dialogo inesquecivel.

- Ah...posso ajuda-lo?
- Nao senhor, obrigado. Estou dando apenas uma olhada
- Qualé muleque, ate parece que voce entende alguma coisa do que ta escrito ai. Vaza.
- (alguns minutos lendo a revista em voz alta e puxando assunto com o cara em um ingles britanico impecavel)
- ...
- Acho que eu entendo um pouquinho do assunto, nao acha?
- Eh...er...bem, caso o sr. precise de alguma coisa, estou a disposicao
- Muito grato, meu caro.

Nisso, as pessoas ao redor ja estavam se acabando de rir...

Ato continuo, peguei os periodicos que eu sempre comprava (estamos falando de 6 ou 7 revistas) mais uns 2 livros e vou ao caixa. Menina nova, muito bonita, de olhos castanho claros. Viria a ser minha namorada no futuro :o) Mas neste momento, perguntou com cara de espantada "dinheiro ou cheque?" e eu puxei aquele poderoso mastercard da carteira..."cartao". Para desespero da menina.

Desespero porque, como poderia um moleque de 16 anos, vestido como um mendigo, com aquela cara de pastel, ter um cartao de credito???

A menina checou o cartao no "caderno de cartoes invalidos" umas 2 ou 3 vezes. E ligou pra operadora pra confirmar mais duas vezes. Vale lembrar que, se faço 42 em 1 semana (quero presentes!), quando eu tinha 16 anos ainda era a epoca do cartao com maquina "manual" e aqueles cadernos com milhares de cartoes cancelados/bloqueados. Mas no final estava tudo certo, paguei minha compra (o que nao foi nada barato) e fui embora, feliz e contente, rindo da situacao inusitada :o)

Nem sempre aparencia é sinal de fortuna.

E sim, eu ja tive dias bem melhores que os de hoje.

terça-feira, maio 03, 2016

Historias de uma infancia Tabajara: O banheiro no meio da sala

Ja que o povo gostou do assunto, eu vou contar mais historias :)

Diz a lenda que um rapaz chegou em seu novo emprego, e no andar inteiro tinha apenas dois banheiros. Um dentro da sala de reuniao, outro no MEIO do ambiente compartilhado de trabalho.

Nao preciso dizer o quao idiota é essa ideia de "ambiente compartilhado de trabalho". Otimo pra brainstormings e pra jogar bolinha no colega da frente, mas pessimo pra quem precisa pensar. Como o meu caso é a segunda opcao, eu DETESTAVA essa ideia.

Porem, todo ser humano caga e mija. E nunca é cheiroso. Nao me venha com essa. A Gisele Bundchen caga tao fedorento quanto eu e voce. Ela nao come perfume, nem bebe channel numero 5. Fede igualzinho. E, tendo um banheiro no meio do ambiente compartilhado, voces imaginam o quao fedorento era quando alguem entrava no 'reservado' e soltava um material biologicamente perigoso. Poise, fedia o andar todo.

E se tem uma coisa pior que Ambiente Compartilhado (ACT a partir de agora, chega de escrever essa droga), é o tal do ACT com presença feminina. Nao, nao sou bicha. Gosto de mulher e gosto muito. Mas voce ja vive no estresse do trabalho. Nao pode fazer uma brincadeira mais sexista, nao pode botar um toque no telefone de uma mulher gritando. Nao pode, nao pode e nao pode. DANE-SE o nao pode, abaixo o politicamente correto. Isso é coisa de mulherzinha.

Obviamente as mulhereS (!) no ACT ficavam horrorizadas com o tal "aroma" apos o bombardeio e reclamaram, reclamaram, reclamaram...ate colocarem um cartaz na porta: "Proibido Numero 2"

HEIM!?

Poise. Fogo se luta com fogo. A partir dai, comecaram a aparecer tracinhos abaixo do "proibido numero 2" e ninguem entendeu nada. Um dia, uma distinta e inocente dama foi perguntar..."Ale, porque voce faz um tracinho abaixo do "proibido numero 2" toda hora?"

E eu respondi:

"É cada vez que eu leio essa estupidez e literalmente cago e ando pra opiniao de voces" :oD

(barulho de descarga)

Infelizmente, nao tem foto :( Foi perdida no grande crash do HD de 1 tera de 2015

domingo, maio 01, 2016

Historias de uma infancia Tabajara - O TK no saco de arroz


Toda vez que acaba o saco de 5KG de arroz aqui em casa eu lembro dessa historia. Hoje vou conta-la pra voces.

La pros idos de 1980, tinha um vizinho, esposo da irma de uma amiga da minha mae. Era o Gilmar Bombeiro. Ele era sargento do corpo de bombeiros, mas um homem muito inteligente e regrado. E como todo cara inteligente da epoca, era interessado nessa revolução chamada "computador pessoal" e comprou seu TK82C, depois TK83, depois TK85, e no final, TK90X.

Graças ao Gilmar eu vi pela primeira vez um computador bem de pertinho. Pude digitar meu nome, jogar TK-Man e ver varios aplicativos que, pra mim, era coisa de filme de ficcao cientifica. Um luxo! Alias, ele tinha uma coisa que eu nunca mais vi pessoalmente: Um gabinete de DGT-100 (ou replica) com um teclado feito de teclas mecanicas, com capinhas transparentes para colocar um papelzinho dentro com as funções da tecla. Era MUITO legal.

O Gilmar era um cara inacreditavelmente organizado, pra tudo tinha notas, minunciosamente organizadas. Nao era ligado a tendencias - todos tinham videos VHS, ele tinha Betamax. A imagem era MUITO melhor. E me lembro que, para guardar os computadores, que tinha varios, e nao pegar poeira, ele usava prosaicos sacos de arroz usados. Sim, aquele troço que custava uma fortuna, ficava protegido da poeira (e da umidade, a casa dele era no subsolo, e muito umida) por um simples saco usado de arroz de 5KG.

Era um grande amigo, incentivador e, porque nao, professor. Morreu novo, pregando no quartel - era profundamente religoso, um Mormon. Durante uma pregação, sentiu uma forte dor de cabeça e ficou por ali mesmo. Mais um amigo que se foi pela praga do aneurisma cerebral. Forte que nem um touro, se alimentava com cuidado, tinha pesada e rigida rotina de exercicios. E mesmo assim foi novo, nao me lembro bem porque eu era muito novo, mas tinha coisa de 40, 45 anos de idade.

Fica aqui a minha homenagem a um grande amigo que, dentro das suas limitações e simplicidade, foi um grande cara pra todos.

Uma historinha engraçada pra fechar:
Como eu conhecia o Gilmar desde muito novo, OBVIO que eu ainda nao falava ingles - e ele falava fluentemente. E vivia me zoando em ingles. Passados alguns anos, ja falando razoavelmente bem a lingua da rainha, enchi-me de coragem e fui ate a casa dele. Chamei-o em ingles e passamos boa parte da tarde conversando em ingles...

...Ate quando ele se despediu de mim. Em alemão.

Vamos começar tudo de novo :o)

Parenteses:
Era muito amigo do Paulo / Vieira da Arcade, la na rua Jacê. Seus filhos se chamam Gilmar e Tatiana. Moravam na parte mais alta da rua Jurucê. Talvez algum dos meus amigos tenha conhecido-o

Agradecimentos ao Rafael Rigues pelo TK90X da foto :oD

domingo, abril 24, 2016

Como prometido, o 3o momento dessa saga

Graças a generosidade de alguns GRANDES amigos (os quais nao vou nomear aqui por motivos obvios), ressurge das cinzas o "Studio Sporro" :o)


domingo, abril 10, 2016

E quando eu aprendi as respostas, eles mudaram as perguntas...

E de repente, houve luz.

O mundo ao meu redor mudou radicalmente, e eu nao acompanhei as mudanças.

E como eu ja tinha aprendido as respostas, mudaram as perguntas. E eu voltei a estaca zero :(

quinta-feira, março 31, 2016

Musica é minha vida!

Dois momentos que eu lembro com carinho e saudade...

2002, sala da minha casa. Yamaha DX-7, Korg Poly 800, Roland MV-30
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"Studio Sporro". Da esquerda pra direita, de cima pra baixo: Minimoog D (so aparece a pontinha do teclado), Mixer Oneal, Midi Patch Bay Akai, Motu Time Piece II, Jambox 4+, Darkstar XP2, Roland S50, Alesis QS7, Roland W30 (na mesa a direita). Na frente, eu (uns 40 quilos mais gordo) e o Boi
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Vem ai o 3o momento dessa saga...

quarta-feira, março 16, 2016

Descanse em paz, Keith Emerson!

Eu juro, eu queria escrever sobre a morte do Keith Emerson aqui
Mas na boa? Eu to TAO triste com isso, que eu nao consigo sequer escrever. Nunca tive dinheiro pra ir a um show do ELP, coisa que eu queria desde pirralho. E agora é que eu nao vou mais mesmo.

Descanse em paz, grande mestre!

quinta-feira, dezembro 31, 2015

quinta-feira, dezembro 24, 2015

Um conto de natal

Uma historia de natal. Ou quase.

Essa é a historia de um rapaz que estava indo para a academia e, passando em frente a uma igreja, viu uma senhora negra, velhinha, vestida de forma bem humilde, chorando no meio da rua.

Era de noite, horario de saida da tal igreja. Sei la qual era a denominação religiosa. Era uma igreja cristã, protestante, algo assim. A senhora estava exatamente no centro geometrico da frente do templo, e uma profusao de pessoas saia do sagrado culto. Curiosamente, ninguem parecia enxergar tal senhora no meio da rua. Desesperada, ela andava de um lado pro outro, no meio dos carros. E ninguem fazia nada. Nenhum daqueles que sao puros de coracao observava na sua frente, uma pessoa desesperada.

Ato continuo, o rapaz interrompeu seu trajeto ate a academia, e foi falar com a senhora. E ela chorava pelos cotovelos, dizendo que havia perdido sua irmã, e nao se consolava, andando de um lado pro outro.

O rapaz cuidadosamente tirou a senhora do meio da rua - propositalmente para a calçada da tal igreja. Mesmo tendo uma senhora de avançada idade aos prantos ao seu lado, os "crentes" continuavam passando por eles como se fossem invisiveis. Ninguem tomou a iniciativa de auxiliar a pobre velhinha.

Apos conversar um pouco com a humilde senhora, dando uma palavra de conforto e pedindo que ela nao fizesse nenhuma besteira, o jovem continuou seu caminho para a academia. Vez por outra olhando pra tras, e vendo a pobre senhora na calçada, tao notavel pelos olhos de uma pessoa normal, porem completamente transparente aos olhos daqueles que profissam a fé, a paz, a uniao, o perdao, a caridade.

Moral? Nenhuma. Foi apenas um acontecido. Mas se tivesse alguma moral, ela poderia ser

"Nao é preciso acreditar numa lenda para ser bom e fazer o bem"

Feliz dia 25 de dezembro a todos :o)